quinta-feira

Sexualmente activos

O estudo é do departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Universidade de Chicago e foi realizado com base em dados de 2005/2006 referentes a 3 mil homens e mulheres com idades entre os 25 e os 74 anos, e também usando dados de uma pesquisa feita em 2008/2009 com 3 mil homens e mulheres de idades entre os 57 e os 85 anos.

Segundo esta investigação, os homens mantêm o apetite e a actividade sexual durante mais tempo - cerca de dez anos - do que as mulheres. Mas ambos têm nos 70 a meta mais provável para deixarem de ser sexualmente activos.

Os homens perdem, porém, mais anos de actividade sexual, geralmente por problemas de relacionados com a saúde. As mulheres, ao terem mais cuidados médicos, garantem o apetite sexual durante mais tempo. Já os homens muitas vezes deixam avançar os problemas.

O estudo refere ainda que apesar de na generalidade a actividade sexual terminar aos 70, foi possível analisar que nas pessoas com idades entre os 75 e os 85 anos, 40% dos homens ainda são sexualmente activos, contra apenas 17% das mulheres.

Esta pesquisa foi financiada pela Universidade de Chicago e pelo Instituto Nacional de Saúde dos EUA.

domingo

A campanha de vacinação contra o vírus Influenza A (H1N1)

A Secretaria de Saúde Pública do Estado (Sesap) inicia, na próxima segunda-feira , a campanha de vacinação contra o vírus Influenza A (H1N1) em todo o Rio Grande do Norte. De acordo com dados da Secretaria, cerca de 1,2 milhão de pessoas serão imunizadas contra a doença, ao final das cinco etapas que compõe o calendário de imunização.

Segundo a subcoordenadora da vigilância epidemiológica da Sesap, Juliana Araújo, o principal objetivo da estratégia de imunização é reduzir os casos de morte provocados pelo vírus da Gripe A. "A finalidade é evitar as complicações que podem levar ao óbito", disse em entrevista coletiva na manhã de hoje (5). A vacinação vai diminuir o impacto que seria causado pela segunda onda da doença, completou.

Ela informou também que a divisão da campanha em etapas é uma forma de aperfeiçoar o resultado da imunização, ao mesmo tempo em que se tem a possibilidade de driblar o problema de oferta das doses da vacina. Até agora recebemos apenas o contingente necessário para vacinar as pessoas que pertencem à primeira etapa do programa, entretanto, ao imunizar este grupo, a secretaria já estará garantindo que o atendimento à população não estará comprometido, explicou.

A primeira etapa da campanha, que segue até o dia 19 de março, pretende imunizar aproximadamente 39 mil trabalhadores que atuam na área de saúde e estão envolvidos diretamente com o combate da gripe A. Após este primeiro momento, a segunda fase, que acontece entre os dias 22 de março e Dois de abril, vai priorizar as gestantes e as crianças com idade de 6 meses até 2 anos. Na terceira etapa será a vez da população saudável com idade entre 20 e 29 procurar as unidades de saúde, entre os dias cinco e 23 de abril, para receber a dose da vacina. A penúltima fase, que ocorre entre 24 de abril e sete de maio vai coincidir com o período de vacinação contra o vírus regular da Influenza, e pretende imunizar os idosos e os portadores de doenças crônicas. Por último, entre o dia 10 e 21 de maio, cerca de 400 mil doses do remédio vão imunizar a população saudável com idade entre 30 e 39 anos.

De acordo com dados da integrante da equipe do programa de imunização do Ministério da Saúde, Antônia Teixeira, 91 milhões de pessoas vão ser imunizadas em todo o país. Ela informou que a campanha de vacinação contra o H1N1 vai superar os números da campanha da rubéola e, com isso, se tornar a maior estratégia de imunização já ocorrida no Brasil.

A fórmula da vacina não apresenta nenhum tipo de contra-indicação. Mas, como medida de segurança, a Sesap vai manter uma equipe a postos para atender no caso de alguém apresentar efeito colateral. Para receber a dose da vacina, as pessoas deverão procurar as unidades de saúde durante o período especificado para cada grupo, portando a carteira de identidade.

Óbitos no Rio Grande do Norte

Sobre o fato de o Rio Grande do Norte apresentar o maior índice de mortes pela Influenza A no Nordeste, Juliana Araújo comentou: Apesar dos resultados apontarem que o Estado está acima das outras localidades do Nordeste, a nossa taxa de mortalidade, que figura atualmente entre 0,5 e 0,6 óbitos a cada 100 mil habitante, é considerada padrão.

A subcoordenadora disse também que o estudo dos casos de óbito, realizado pela secretaria, aponta que cerca de 98% das pessoas que morreram por causa da doença estavam presentes em algum grupo de risco. Apenas duas das 19 vítimas não tinha histórico de doença crônica. O restante das vítimas apresentava quadros de diabetes, obesidade, e hipertensão, além das gestantes., afirmou.

As mulheres precisam se preocupar com os cânceres de mama e colo uterino

Na sala de espera do ginecologista, a estudante Mariana Góes revela que costuma fazer preventivo pelo menos uma vez por ano. Acho importante, porque sempre estamos suscetíveis a ter alguma doença sexualmente transmissível, constata. Além das DSTs, contudo, as mulheres precisam se preocupar com os cânceres de mama e colo uterino. Estes são os dois tipos de neoplasia mais comuns entre as mulheres e, também, os que mais matam.

No Rio Grande do Norte, os índices vêm caindo, mas não são sinal para descuido. Em 2008, dos 21.513 exames de citopatologia clínica para detecção de HPV o maior responsável pelo câncer de colo de útero 1.052 tiveram resultado negativo. Em 2009, de 22.586 pacientes que fizeram o exame, 882 estavam infectadas.

Quanto à prevenção do câncer de mama, os números no RN subiram de 69,8% de mulheres que procuraram o serviço de mamografia em 2008 e 2007 para 86,9% em 2009. O indicativo é que as mulheres estão se cuidando cada vez mais.

Os países subdesenvolvidos costumam ter maior incidência de câncer de colo uterino, porque pode ser sexualmente transmissível: a maior parte dos casos é decorrente do vírus HPV. No Brasil, os índices de câncer de mama já superam os do colo uterino. Isso de certa forma nos aproxima dos países desenvolvidos, explica o ginecologista Paulo Fonseca.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), atualmente 18 de cada 100 mil brasileiras adquirem a neoplasia de colo uterino. Além do HPV, conforme aponta o Inca, outros fatores de risco para a doença são o tabagismo, a baixa ingestão de vitaminas, a multiplicidade de parceiros sexuais, a iniciação sexual precoce e mesmo o uso de contraceptivos orais inapropriados.

O câncer de mama, por sua vez, ataca 49 a cada 100 mil brasileiras. Segundo o ginecologista Paulo Fonseca, a causa da doença é diferente da que acomete o colo. A neoplasia maligna mamária tem um forte fator hereditário. Por isso, as pacientes consideradas de risco que têm parentesco direto com pessoas que tiveram o problema devem procurar também um mastologista (especialidade médica para a análise das mamas), afirma.

Dr. Paulo Fonseca explica também que o auto-exame das mamas deve ser feito regularmente. A melhor época para a análise seria uma semana depois do fim da menstruação. De acordo com o ginecologista, é nesse período que a mama apresenta menos alterações fisiológicas. Isso facilitaria a detecção de tumores.

O auto-exame deve ser feito no mesmo período de cada mês, uma vez que a mama tem cistos que aparecerem e desaparecem naturalmente. Analisando no mesmo momento do ciclo menstrual, a mulher pode perceber mais facilmente possíveis alterações, acrescenta Paulo Fonseca.

Para a prevenção do câncer de colo de útero, as visitas regulares ao ginecologista são fundamentais. Nunca fui diagnosticada com HPV ou já com câncer, mas os preventivos são muito importantes para a detecção e o tratamento eficaz das doenças, endossa a estudante Mariana Góes. Os exames que detectam o vírus ou o câncer de colo são o papa nicolau e a coposcopia.

Independente de qual seja o câncer, esse tipo de prevenção deveria ser melhor trabalhado nas escolas. Muito dos casos, principalmente de colo uterino, são decorrentes do fato de tratarem o sexo como tabu, completa o dr. Paulo Fonseca.

Educação

A organização não-governamental Bem-Estar Familiar (Bemfam) é referência em questões de saúde sexual e reprodutiva. Entre os principais trabalhos da entidade, estão o planejamento familiar e a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis.

Na área de promoção e prevenção da saúde, a questão da informação tem um peso muito grande. Há muita informação, de fato, mas existe uma dificuldade enorme em transmiti-la, afirma a coordenadora da ong, Sandra Lopes.

Para ela, há essa dificuldade é cultural. A sexualidade é vista com um preconceito enorme. É preciso perceber, contudo, que ela permeia a vida das pessoas e deveria ser tratada como qualquer outra questão de segurança ou cidadania, completa a coordenadora da Bemfam.

A organização atua na capacitação de profissionais de saúde e educação, além de realizar atendimento clínico ginecológico, urológico e mastológico. Mesmo quando um paciente deixa a nossa clínica, fazemos questão que ele saia com folhetos informativos, endossa Sandra Lopes.